A mídia quer "moralizar o futebol?"
Recentemente um canal de TV entrou em guerra contra um site de anunciantes. O motivo: a propaganda do site foi exibida em um programa com classificação livre em que crianças poderiam assistir.
Eles entraram em ação contra o tal anúncio, contararam a justiça, tentaram contato com o site? Não. Em tempos de likes, um dos apresentadores decidiu falar que prostituição tinha a ver com máfia, que matava as pessoas.
Aliás foi até engraçado ver um jornalista que comemorou um furo (de reportagem, claro) num putero e escrevia sobre puta e para a Playboy criticar o tal site.
A replica do site foi entrar na justiça ou pedir direito de resposta, tal qual Rogerio Ceni com a jornalista? Não. Eles levaram um caminhão na porta da emissora , tiraram fotos de funcionários e entraram em ação contra jornalistas que estavam de férias.
Só que essa guerrinha da 5ª série B é só uma cortina de fumaça.
A mídia não está interessada em "moralizar o futebol" na sua empreitada contra as Bets ou o tal site. Se fosse, teriam feito nos anos 80 contra o jogo do bicho que patrocinou o Bangu, contra as cervejas que patrocinavam a Globo que exibia futebol, ou até iriam contra a Parmalat, que adotou um drible antiético para obter o Cafu no Palmeiras.
Afinal, criança não pode estar exposta ao jogo do bicho, não pode ver comercial de cerveja, que antigamente exibia bundas e gostosas de biquini.
Chega a ser engraçado esse tipo de coisa cujo objetivo é a vitimização e a busca por cortes.
O site pode até tirar o anuncio no tal programa, mas continuara patrocinando futebol porque há regras que definem como pode ser feito esses anuncios.
Mas dá preguiça.
O problema não é o site, é que o futebol sempre foi enlameado de bagunça e promiscuidade. Mas só sites e bets incomodam.
Outros anunciantes que cobram juros abusivos de idosos ou que lavam dinheiro escondido sem serem anunciantes ou os novos vilões da Bet podem fazer a vontade.
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