Messias da TV: O Engano dos Apresentadores Sensacionalistas
Quando a TV Cultura não estava sob domínio do governo paulista, um tal homem do sapato branco tinha um programa nessa emissora. Lá em meados dos anos 70, quando os descoladinhos do cinema criaram o mundo cão e fizeram filmes com imagens de dramas reais, os brasileiros copiaram a ideia em um enlatado para obter audiência.
Assim, a atração do homem do sapato branco foi pioneira em mostrar as mazelas das classes menos abastadas. O programa que levava o nome do personagem do Jacinto Figueira Jr era uma espécie de Casos de Família com Cidade Alerta. Casos de garotos de programas, ladrões de bairros eram "julgados" pelo apresentador que fazia o pai da moralidade e bons costumes com as próprias mãos. As vezes até batia nessas pessoas -- muitos deles, atores contratados.
Com o sucesso dessa atração houve novas cópias: Alborgheti, Ratinho, João Kleber, Marcia Goldsmith, Datena, Bacci, Sikeira Junior e até versões mais gourmet como o Gottino.
Todos eles se passam de bastiões da verdade e mostravam para o público que a justiça era injusta, que haveria de punir os bandidos com rigor e no pau se for preciso. Aí o tempo passou e a máscara de muitos caiu.
O tal menino de ouro do saudoso Marcelo Rezende (um excelente jornalista investigativo que enveredou para o humor policial) ficou incomodado que a dondoca loira foi presa acusada de lavar dinheiro com os joguinhos para idiotas. Já o Scatman brasileiro candidatou-se a prefeito e foi engolido pelo cristão mágico do faz o M. O cara é até mais irrelevante do que a esquerdista com cara de freguesa do Villa JK, Tabata. (Admito).
Ou seja, por décadas eles botaram na cabeça de todos que eles sabiam de tudo, que é um absurdo a justiça ter ritos, bandido tem que ser preso, agredido e acabou. Assim, gerou-se na cabeça do povo o desejo pelo Messias que veio em cara e jeito de mito. E esses mesmos apresentadores se lambuzaram no dinheiro do sistema. E agora passam vergonha.
Trouxa de quem acreditou neles
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