Esquerda comemora o que nem conseguiu
Depois de ter tomado uma surra nas eleições municipais e de se perder com novo triunfo do Trump, a esquerda brasileira se escorou em um fato novo. A deputada Erika Hilton propôs em meia página uma PEC "para acabar" com a escala 6 x 1. Pronto. A mídia já a elegeu como personagem da semana, e alguns exaltaram que uma travesti e um negro lutaram pelo direito do trabalhador. Sempre com a mesma cartilha de usar um aspecto de minoria para se autoafirmar.
Só que a tal PEC está muito mal escrita e tem vários problemas. Ela propõe um tempo máximo de 8 horas trabalhadas em 4 dias, isso dá 32 horas semanais. Mas e as outras 4 horas para dar 36, como pede a PEC? Como fica? Ah, mas é horário de almoço, isso não esta especificado com clareza no paragrafo único.
Logico que toda esquerda vibrou com uma possibilidade de mudança, falaram que é o reencontro com a base e até sonham com essa moça virar ministra. Mas se esquecem que essa alteração impactará em muitas alterações e, se não bem feita, pode até aumentar a informalidade.
Obvio também que isso será alterado e tem muita água para rolar até a aprovação final, se acontecer.
Mas esquerda já comemora esse feito antes mesmo dele acontecer. Até porque a direita agora está preocupada em afirmar que o tal rapaz que se explodiu não é terrorista.
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