Os descolados literários agem como as minas do Programa do Ratinho

 Era uma vez uma pobre menina quase rica que tinha como um sonho, além de ser feliz, entrar na patota dos escritores descolades. Depois de largar o seu emprego em um site de fofoca, decidiu migrar para esse mundinho das letras e nele conheceu um cara que estava em uma posição hierárquica acima da dela. Como coração é quem manda, desistiu do clichê do capitalismo selvagem e do homem hetero branco malvado e os dois viraram um casal.

Aí 14 anos depois da separação, ela decidi expor os dramas e bastidores do termino. Em um podcast. Nele venderam a situação como grave, absurda e que havia 15 homens envolvidos. Pensei em uma coisa bem pesada. Mas o termino foi causado porque ele a traiu, mentiu e expos a situação em um grupo de e-mail uma época pré-Whats.

Essa situação abalou o mundinhe literário porque foi uma situação que quem a promoveu foram os levantadores de bandeira da sororidade e censores de piadas alheias.  Todos os descolades ouvintes do podcast que ficaram do lado da moça começaram a querer saber o nome do rapaz e, como sempre, linchá-lo virtualmente e acabar até com as empresas que o contratavam.

O homem pediu desculpas de forma lacônica e protocolar, a editora -- famosa por pagar pedágio ideológico -- fez o mesmo. E todo parecia que seria esquecido. Até que a atual do tal rapaz fez um textão detonando a pobre menina rica. Chamou ela de chata, que não tem um grupo como válvula de escape e só tem amigos no vôlei.

Enquanto isso, o homem hetero, branco, facista e todos os istas está lá só esperando a poeira baixar para continuar recebendo convites para esses feiras imbeciloides como Flip e outras chatices que só essa galera que prega o que não e adora pagar de intelectual vive vai.

Ou seja, tudo virou um Programa do Ratinho. A pobre menina rica pagou de vitimista, a atual atacou a ex, e o bonitão ficou sentado no sofá só vendo as nobre damas trocando tortadas virtuais. 

Por isso, não caia nesse papinho desses idiotas. Eles não querem igualdade, sororidade. Eles querem poder, querem ganhar mídia e vitimismo. E lógico apontar dedos.

Eles que são tão contra o humor, riram do tal do rodeio das gordas e faziam poemas gordofobicos. Eles que são tão galera e feministos, exporam como as nobre namoradas fazem sexo oral, anal, vaginal e tudo que é al.

Eles que batem punheta um para o outro em resenhas babacas de jornal.

Por isso, cuidado. No mundo não existem anjos e demônios. Todos nós temos nossas sombras. Só que uns sabem que tem e sabem como esconde-las. Outros são hipócritas.


Eu não tenho dó. Mas é uma pena que Portiolli não chame as moças para um embate de verdade. 

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