Você deseja liberdade de expressão ampla ou invididual?

 O caso da condenação em primeira instância do Léo Lins tomou conta do Brasil. Está claro que ele não será preso, que a pena será revertida em multa e na exclusão do conteúdo. Mas, mesmo assim, todo mundo aproveita a situação para aparecer, lacrar ou se promover.

Mas tenho umas perguntas:

Por que, quando João Pimenta foi excluído de um evento, ele teve que se virar sozinho? Ah, mas ele é "da patota", né? E como fica, então, a tal da liberdade de expressão coletiva?

Por que, até meses atrás, tinha gente defendendo leis que impediam a Prefeitura de São Paulo de contratar shows que "fazem apologia"? Agora o argumento é que a responsabilidade é do público — “é só não ir”. Em que ficamos?

Por que jornalistas que dão opinião ou simplesmente entrevistam determinada pessoa são rotulados, lacrados e cancelados?

Por que, quando um radialista é assassinado por denunciar um político ou um dirigente de futebol, não há esse mesmo apelo coletivo em defesa da liberdade de expressão?

Por que, hoje, o Léo diz que é um personagem, se no livro dele escreveu que o que dá graça ao show é justamente a autenticidade no palco?

Por que a opinião discordante incomoda tanto?

Por que vamos deixar que políticos — de todos os lados — se apoderem dessa discussão?

Eu não sou comediante. Também não sou jurista.
Só deixo as perguntas no ar.

E cuidado para não cuspir para cima.

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